sábado, 17 de novembro de 2012

EXTREMA SENSUALIDADE DA DAMA

Agora vou escrever sobre você... Mulher que muda de acordo... Com o momento... Durante o dia você é uma mulher... Igual as outras que caminham pelas... Estradas da vida... Durante a noite... Só eu sei quem é você... Só nós dois sabemos de tudo... Dois perdidos... Envolvidos pelo desejo fatal... Você é uma louca pelas fortes emoções... Que vai da sensualidade ao sexo... Totalmente desnorteado... Não se preocupe... Eu não vou citar o teu nome... Até porque o verdadeiro amante não fala... Se esconde nos segredos dos encontros... Você é uma deusa na cama... Faz tudo que um homem mais deseja... Aquilo que os amantes mais almejam... O sexo total... Sem tempo para terminar... Porque faz do fim O início de tudo... Ontem à noite... Quando a lua cheia dominava o mundo... Quando o luar penetrava nos recantos da escuridão... Você e Eu estávamos fazendo a guerra... Da sensualidade e do sexo... Olhando para o teu corpo... Nu e suado... Nem parece ser a dama sóbria e serena... Que vai à igreja todos os domingos... Entre beijos molhados... Gemidos sem fim... Gritos pedindo muito mais... Você puta dos segredos... Prostituta nas horas vagas... Que nada cobra... Apenas quer sexo e mais sexo... Eu sei que teu marido... É daqueles que não gostam de sexo Talvez não te ame... Fazendo com que você abrace... O desejo na sua mais profunda emoção... Porque você precisa ser amada... De todas as longitudes... E latitudes... Mesmo que para isso... Necessite trair aquele que... A sociedade chama de esposo... No fundo dos teus olhos... Lindos e pretos... Brilha um mundo que somente... Eu conheço... Um mundo que você abriu a porta... Num momento de desespero... De uma mulher carente... Depois daquele dia... Você mudou totalmente... Deixou de ser a dama discreta e séria... Para ser uma louca... Que procura e necessita... Ser internada toda noite... Na clínica da sensualidade... Eu sou o teu médico... O teu psicólogo... Que acalma os teus anseios sexuais... Ao olhar você caminhar pela rua... Não se percebe o que tem dentro do teu corpo... Uma imensa sede... Uma profunda fome de amor e paixão... Com beijos ardentes... Soluçando e implorando... Para ser acariciada e amada... Você mulher dos amantes... Vai formando uma linda poesia... Onde as palavras se misturam... Com toques embriagantes...

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Morena

Venha me ver/ Linda morena/ Para dançarmos a noite toda/ Não me deixe descansado/ Perdido na saudade/ Quero ficar suado e cansado/ Grudado nos teus braços/ Sentir o teu corpo/ Totalmente arrepiado/ Pedindo longos beijos molhados.../ Venha louca Morena...!/ Não deixe para depois/ Vamos namorar/ Linda morena.../ Eu sei que você está querendo/ Sinto a tua vondade/ Trazida pelo vento/ Mas tem medo da perdição/ Que uma noite pode proporcionar/ A dois amantes perdidos nas armadilhas/ Da sensualidade/ Morena dos meus sonhos/ Olhos pretos/ Cabelos longos/ Boca sensual/ Corpo de princesa/ Totalmente convidativo/ Para uma imperdível/ Noite de amor.../ Estou aqui!/ Bela morena/ No lugar de sempre/ Local dos nossos encontros/ Endereço dos amantes/ Ponto das longas loucuras/ Onde você se entregou/ A este poeta da noite/ Em algum momento do passado.../

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pensamentos Para um Novo Tempo

Não sei qual o momento/ Que estou vivendo/ Às vezes meus pensamentos são bloqueados/ Por mentes equivocadas/ Doentes e tristes/ Que não estão satisfeitas com o meu/ Novo rumo.../ A todo instante entram/ No meu pensamento/ Semeando estranhas sensações/ Que vão de doenças a loucuras desenfreadas/ Jogam ideias que não correspondem/ Com a minha realidade/ Tenho pena dessas mentes estranhas/ Estão perdendo o tempo/ Sei o caminho do universo/ Vim de lá.../ Fui criado nas entranhas do tempo/ Percorri milhares de caminhos/ Muitas vezes vivi solitário nas montanhas/ Convivendo com as ovelhas/ Dormindo com a chegada da noite/ Acordando com o nascer do sol/ Participei de dezenas de guerras/ Levando falsa verdade/ Oprimindo povos/ Venci quase todas as lutas/ Que participei/ Perdendo a principal guerra dos seres humanos/ A guerra moral.../ Sou um velho guerreiro/ Em final de carreira/ Talvez seja um exilado de outros mundos/ Qual deles eu não sei/ A única coisa que sei/ É que irei/ Avançar na direção do/ Grande paraiso celestial/ Procuro deixar o passado/ No arquivo da história/ Não quero levar mágoa, rancor e vingança/ Viajarei sozinho/ À procura de outros mundos/ Onde possa sorrir das/ Adversidades do passado.../ Depois de tudo/ E de todas as lutas que enfrentei/ Aprendi que existe momento para tudo/ E tudo passa/ Inclusive a dor/ Neste mundo que estamos vivendo/ Nada é eterno/ Tudo é passageiro/ Porque somos viajantes/ Bandeirantes à procura de novas terras/ Aqui onde moro/ Penso que o tempo está a meu favor/ Converso com guerreiros de outros tempos/ Aprendo novas lições/ Observo os erros cometidos/ São mostrados os meus defeitos/ Os meus vícios.../ Mostram um novo caminho/ Tranquilo e sereno/ Com humildade no coração/ Parto para nova jornada.../ Cuido do meu instrumento corporal/ Que recebi do Arquiteto do Universo/ Procuro ficar distante das anomalias da doença/ Como caminhante visionário/ Não olho para do passado/ Vou em direção ao futuro/ Como filho e aluno da criação/ Faço a lição dos aprendizes/ Agradecendo as energias recebidas/ Como aprendiz da imensa engrenagem/ Ao nascer de um novo dia/ Baixo a cabeça e sigo o caminho traçado/ Pelo visionário celestial.../ Assim vou levando a vida/ Participando da construção de um novo projeto/ Sempre pensando no dia de amanhã/ Com a alma serena/ Deixo de ouvir as lamentações/ Das tristes mentes que ainda não/ Aprenderam que o importante é/ Deixar de lado tudo que deu errado/ Em nossas existências/ E seguir em frente/ Com os olhos voltados para um/ Novo tempo.../

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Corpos Exaustos

A cama ainda está desarrumada/ Local onde você foi amada/ O teu perfume também/ Permanece na cama/ Espalhado pelo quarto/ O suor do prazer continua molhado/ Do lado esquerdo da cama/ A tua calcinha está jogada/ Do lado direito o travesseiro/ Tem um fio do teu cabelo/ Mostrando a selvageria do nosso prazer.../ O criado mudo continua repetindo/ Palavras censuráveis.../ Ainda não abri a janela/ Muito menos a porta do quarto/ Quero morrer sentindo o cheiro/ Do nosso doido amor/ O lençol continua lá/ Jogado nos pés da cama/ Porque o calor era intenso.../ Mas gostosamente suportável/ Para dois amantes/ Em total sintonia com/ A putaria.../ A nossa música não parava de tocar/ Só parou no instante/ Que você declarou que/ Um dia morreria nos meus braços/ A cena era muito louca/ Muito mais louco/ Eram os protagonistas daquela cena amorosa/ Onde o fim passou a ser o prazer/ E o prazer o fim de tudo/ Porque depois de tudo/ Não restaria mais nada/ Somente o aroma de dois amantes/ Que o vento da noite levou embora/ Junto com a desavergonhada madrugada.../ O meu corpo continua molhado/ O teu desarrumado.../ Os nossos corpos foram amados/ As nossas bocas cansadas dos beijos quentes/ As nossas línguas ficaram doloridas.../ Cada membro dos nossos corpos/ Ficou exausto.../ Cenas de um grande amor/ Cenas de um prazer fatal/ Imagens que serão depositadas/ Na história do nosso grande amor.../

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A Solidão do Inverno

Quando o inverno chegar Vou estar esperando por você Estarei quentinho Enrolado nas cobertas Tomando um vinho seco Ficarei atento ao som Dos teus passos Em direção da minha casa De vez em quando Olharei da varanda Para ver se você está chegando... Quando o inverno chegar E o frio tomar conta Das noites escuras Irei aquecer o nosso amor... Vou preparar o meu coração Para que você seja aquecida Em todos os sentidos... Eu sei que você Vive por ai... Procurando os meus rastros... Também já sei Que as vezes encontra alguém Para tentar esquecer o nosso louco amor Mas não consegue... Fiquei sabendo que você Já chorou por mim inumeras vezes... Ficou triste e chorona Porque soube Que saio nas madrugadas a procura De outro amor... Enquanto o nosso é levado pelo vento...

domingo, 2 de setembro de 2012

Estação das Folhas Mortas - Anna Karenina

Quando chegar a estação das folhas mortas estarei lembrando de ti. MEU ETERNO AMOR. levantarei meus olhos ao alto das montanhas eternas acharei consolo. acharei chão onde eu possa pisar sem medo dos animais rastejantes que podem me ferir vestirei minha túnica ,esvoaçante de alegrias a saudade já não me faz refém comerei dos frutos ,que plantei pleitearei minha verdade,perante o segredo da vida... enxugarei as lágrimas ,que por ventura me afloram nos olhos seguirei minha estrada. de amargura. mas que agora ,já não mais é... estarei nos braços das arvores centenárias o meu carvalho jogará seus galhos para que eu possa me apoiar cantarei a melodia branca,das folhas amareladas pelo sol sentirei em minha alma um eterno arrebol e levarei meus passos em direção as campinas

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Quando o Sol Nascer

Por mais que eu queira ficar longe de você, o meu coração teima em deixar a emoção tomar conta. Em todos os momentos procuro pensar que estou viajando para um lugar bem distante, mostrar que os meus sentimentos já não são os mesmos, mudaram totalmente. Lutamos para encontrar uma brecha nas nossas vidas, mas não foi possível. A boemia venceu. Não posso ficar longe dos bares e você sempre soube disso. Na primeira vez que saímos, falei sobre o meu desejo de ser amante das madrugadas. E você, dos ideais revolucionários que permeia a consciência. Também sempre concordei com as suas loucuras humanitárias. Nunca neguei esse lado que tanto amo. Está no sangue a imensa vontade de morrer ao lado da boemia. E você, morrer numa revolução defendendo os oprimidos. Irei apanhar da solidão e serei prisioneiro da saudade. Tenho certeza que vou sentir a tua falta, principalmente nos sábados à noite, ou nas madrugadas de domingo. É a segunda carta que tento escrever a ela. Talvez nem precise, o silêncio irá dizer o que estou pensando. Os anos estão passando, e amanhã mais um dia fará parte do tempo que estou longe dela. Tenho muita vontade de bater à porta da sua casa e dizer que erramos ao nos separar. Deveríamos esperar mais e dar uma nova chance ao destino. Penso e repenso sobre o que aconteceu. Entro nos bares onde batíamos o ponto nas noites frias de inverno, mas só encontro névoas do passado. Uma leve poeira ainda separa as mesas do bar, demonstrando que o local ainda é frequentado por boêmios. Enquanto viajo pelo caminho do passado, o meu celular toca: - Boa noite! Era uma voz feminina e conhecida. Procurei na memória de longa duração e a resposta veio imediatamente. - Boa noite. Quanto tempo que não ouço o teu “boa noite!” - Eu sei. Eu também jamais pensei que um dia iria ouvir esse som que tanto me fez feliz em momentos de grande leveza amorosa. - Maria, minha menina das longas noites, agora mesmo estava tentando escrever uma carta para você. Não estava conseguindo. Já tentei várias vezes. - Pedro, eu mandei três cartas para você, mas o correio as devolveu. O endereço não fechava. - Eu não moro mais no local que você me visitava. A única coisa que não mudou foi o número do meu celular. - Mesmo que você tenha escrito a carta, o meu endereço também mudou. Aliás, a minha vida mudou radicalmente. Você nem imagina o que aconteceu depois do nosso último encontro. - É mesmo? Fale um pouco desses acontecimentos. Gosto de ouvir você. A tua voz vai acalmar a saudade que sinto. - Pedro, escute bem o que vou dizer: você lembra sobre as minhas ideias de esquerda e de lutar em favor dos povos oprimidos? Na medida em que Maria ia conversando, o meu pensamento retrocedeu. Maria, além de ser uma bela mulher, sempre foi muito inteligente e determinada. Falava coisas que não correspondiam com a realidade, era muito idealista. - Eu sempre amei você. Foi é o único homem que o meu coração acelera muito. Como não foi possível vivermos juntos, procurei o meu destino. Inscrevi-me numa organização para libertação dos povos africanos, que luta contra a opressão capitalista. Participei de várias batalhas, libertando vários presos políticos. Em meio a grandes escaramuças, o meu pensamento era sempre em você e nas nossas noites de boemia. Até que um dia fui presa e barbaramente torturada. - Minha Maria, parece que você não gosta da vida! - Gosto sim, meu Pedro. Gosto tanto que sempre procurei lutar para mudar a vida de muita gente. - Você foi libertada, pois está falando comigo... - Não, eu não estou libertada. Fui condenada à morte por fuzilamento. Como todo condenado tem direito a um último pedido, pedi para ligar para você. Estou falando da minha cela, numa cidade do interior de Uganda. Amanhã, ao nascer do sol serei levada a um paredão para ser fuzilada. Estou feliz porque serei morta por ter lutado pela liberdade e igualdade entre os povos. Não posso negar, tenho muita saudade do Brasil, principalmente da minha cidade, lá no interior de Santa Catarina, a pequena Seara. A saudade das pessoas que amo é que está me dando forças para suportar os momentos que se aproximam da minha morte. É claro que vou morrer pensando no homem da minha vida. Também sei que estou sacrificando a questão amorosa por uma boa causa. - Maria, por que você fez isso? Os dez anos que passamos na boemia, bebendo e escrevendo poesias, foram os mais importantes de toda a minha vida. Os teus olhos verdes, a tua pele branca, o teu jeito italiano de falar, não me saem da memória. Tenho saudade dos teus beijos e a forma de ser amada. Chego a sonhar! - Pedro, meu amado Pedro, não posso mais me demorar. O guarda da prisão, bem simpático, está me dizendo que o meu tempo está acabando. - Mas, assim tão rápido? Você me liga, diz tudo isso, e ainda revela que ao nascer de um novo dia será fuzilada... Como sempre, imprevisível, até mesmo na hora da morte. - Até logo, meu amado Pedro. Fique com os nossos melhores momentos. Amanhã, quando o sol nascer, pense em mim, reze pela minha alma, porque não sou uma pessoa má e sim uma mulher apaixonada pela liberdade e felicidade de todos. Em seguida o telefone foi desligado. Não dormi, acompanhei a morte da noite, esperando a chegada dos primeiros raios do sol. Olhei para o alto, senti uma fina brisa, acariciando o meu rosto.

NÃO VOU ADORMECER SEM DEGUSTAR OS MEUS SONHOS

Ninguém prende um pensamento. Ninguém aprisiona uma alma ou um coração. O amor é livre e o gostar caminha junto com a liberdade. O desejo ...