quinta-feira, 14 de julho de 2016

MELANCÓLICAS LÁGRIMAS DA ALMA

Alma doente/ Vivente.../ Descrente.../ Sem paradeiro/ Nada serve/ Tudo é triste/ Procura remédio/ Para curar o tédio/ Coleciona dores/ Que nem imagina/ De onde vêm.../ Alma doente.../ Chora em todos/ Os instantes/ Em todos os recantos.../ Vicia-se em todas/ As drogas.../ Que vai do álcool/ À cocaína.../ É a sina/ De uma alma/ Que um dia foi destemida/ Hoje sua ida/ Não é para a glória/ E sim para as/ Clínicas da vida.../ Alma... Alma.../ Triste alma.../ Não se consola/ Com nada/ Vive nadando/ Na mais profunda depressão/ Todos os dias/ Atola-se no atoleiro/ Da nostalgia/ Que um dia/ Fazia folia/ Era o centro da alegria.../ Alegria no coração.../ Hoje os olhos/ Vivem tristes/ Olhando para o infinito/ Não dando valor/ Para as belezas/ A sua volta.../ Alma... Alma.../ Triste e sem graça/ Acha a vida uma desgraça/ Considera-se desgraçada/ Veio ao mundo por um descuido/ Não tem cuidado/ Com a saúde/ Quer falecer/ Gelada num caixão.../ Viver distante/ Longe da vida/ Quer ser moradora/ De um cemitério.../ Alma... Triste alma.../ Não ama ninguém/ Não enxerga que é amada/ Não acredita em Deus/ Procura o suicídio/ Pensa que é a solução/ Para a sua dor.../ Esquecendo que esse ato/ Só vai aumentar/ O tamanho da dor.../ A solução para a dor da alma/ É discutida/ Em todos os meios científicos/ E religiosos.../ Mas o caminho é/ A própria alma/ Acreditar e acreditar/ Nas coisas boas/ E no lado bom/ Que todos os viventes/ Têm.../

A POÉTICA LEVEZA DA MÚSICA

Às vezes não é fácil expressar/ O que o coração sente/ É difícil explicar a dor/ Coração não fala/ Ele expele sensações/ De todas as espécies/ Que vai da alegria/ A tristeza.../ Ouvir musica/ Talvez seja o melhor/ Remédio para uma alma/ Que ainda não encontrou/ O louvável caminho/ Ficar sozinho/ Numa noite/ Sendo observado pela/ Lua e pelas as estrelas/ Tendo como fundo/ Uma linda música/ As palavras chegam/ Suavemente.../ Observar as palavras/ Sendo escritas/ Compondo um poema/ Leva o poeta/ Perto do céu/ Os anjos chegam a sentar/ Para ouvir os poemas/ Sendo declamados.../ Existem momentos/ De um poeta/ Que se aproximam/ De uma morte doce/ Meiga e bela/ Isso acontece/ Quando a musica/ Abre a porta da inspiração/ A emoção/ Toma conta do ser/ Deixa o poeta leve/ Perto do Criador/ Chega a ver um/ Outro mundo/ Onde a beleza/ Transforma todos/ Em criaturas amáveis.../ O mundo deveria ser/ Uma eterna musica/ Os corações deveriam/ Ficar emocionados/ Alegres e felizes/ Mostrando a importância/ Da paz.../ Que a liberdade/ Fosse uma música/ Que todos pudessem cantar/ Sem serem censurados/ Que as tragédias ficassem na história/ E que a vida fosse uma/ Linda encenação/ No teatro da Terra.../

RUDE REFLEXÃO

Minhas raízes/ Raízes da vida/ Trajetória de um tempo/ Que não para de passar/ Olho o caminho/ Com amargura/ Perdi oportunidades/ Era cego/ Ou taparam meus olhos/ Fiquei surdo/ Por muito tempo/ Névoa escura cobriu/ Às vezes ainda cobre/ A minha vida/ Por muito tempo/ Podia ter sido/ Muito melhor/ Escolhas erradas/ Que se tornaram malditas/ Descabidas.../ Caminho que não terminou/ A metade já andei/ Tenho história/ Mágoas angariei/ Adversários adquiri/ Inimigo combati/ Com medo venci/ Também perdi/ Lágrimas foram apagadas/ Na poeira da estrada/ Amigos me ajudaram/ Virei o rosto/ Não valorizei/ Alguns já morreram/ Outros desapareceram/ Fugiram de mim/ Continuo navegando/ Rumo incerto/ Como forasteiro/ Batendo de porta em porta/ Sem paradeiro/ Ou mesmo voando/ Fugindo do frio/ Do doente inverno/ À procura do calor/ Do verão/ Da noite quente/ Da ilusão/ Do beijo infiel/ Do sexo fortuito/ Do falso amor/ Áridos pensamentos/ Tomam conta/ Longos dias/ Noites longas/ Repletas de fantasmas/ Perseguem-me/ Seguem ordens.../ Horas que não passam/ Quando passam/ Deixam saudade/ Dono do nada/ Proprietário do vento/ Coisas inatingíveis/ Que ficam na imaginação/ Nada de concreto/ Noite incerta/ Madrugada perigosa/ A morte pode chegar/ Levar para uma cova rasa/ Sem direito a enterro/ Quem veio do nada/ Do nada/ Vai partir/ Para o inferno/ Ou para o céu/ Para o paraíso/ Longe das visões/ Distante dos sonhos/ Das incertezas/ Lá em cima/ Ouvindo violão/ Em algum salão/ Curtir alguma emoção/ Olhar para baixo/ Dizer que talvez/ Tenha valido a pena/ Ser um retirante/ Um forasteiro/ Mas carregado de/ Histórias para contar/ Para quem quiser ouvir/ Quem sabe na beira de um rio/ Ouvindo o barulho das águas/ Nesse emaranhado de barulho/ Uma orquestra é montada/ Música se propaga pelo infinito/ Chamando os filhos desterrados/ Perdidos mundo afora/ Mães chorando/ Pelos filhos desaparecidos/ Talvez mortos/ Porque eram negros/ Ou pensavam diferente/ Triste canção/ Amarga vida/ Voz estridente/ Conclamando que é preciso lutar/ Mesmo sofrendo/ Ou perdendo as batalhas do dia a dia/ Olho para a curva do rio/ O meu barco está chegando/ Mais uma viagem/ Vou realizar/ Não sei quantas/ Ainda faltam/ Não importa/ Sou do tempo/ E da vida.../

terça-feira, 12 de julho de 2016

ADRENALINA PURA

Acabei de receber a confirmação da minha inscrição para o Mountain Do Deserto do Atacama, no Chile, que vai acontecer no dia 13 de novembro do corrente. Serão 23 km de pura adrenalina. Estou feliz com esse grande desafio. O percurso passará por dunas, estrada de terra, trilhas de pedras soltas e areia, trilhas salgadas na Cordilheira do Sal, Vale da Morte, ar seco, Duna Lunar e por locais que não chove há 400 anos. A altimetria varia ente 2.400 a 2600 acima do nível do mar. Até lá será de treino....treino...treino...academia...academia e academia...Agradeço a Deus do fundo da minha alma por essa imensa oportunidade. No último domingo, 10/7, participei do Desafio de São Pedro de Alcântara, a famosa trilha das bruxas, com um percurso de 21 km. Fiquei em quarto lugar na minha categoria, voando baixo, correndo forte, entre morros, trilhas e os mais variados desafios. No dia 7 de agosto, vou participar da Maratona Turística do Norte da Ilha. Essa será fácil, vou correr no asfalto. Já no dia 18 de setembro,irei correr o Desafiador dos Bravos em Urupema, serão 21 km, numa altimetria que varia de 1.500 a 1600 acima do nível do mar. Vamos que vamos... Deus está cuidando de mim...Sou seu filho abençoado..

sexta-feira, 8 de julho de 2016

DUAS RAZÕES

Existem duas razões/ Para voltar/ Naquele local/ No balança.../ Da dança.../ A primeira é mais forte/ Muito antiga/ Dez anos ou mais.../ A segunda.../ Estava se tornando/ Forte.../ Foi embora.../ O sentimento não era tão/ Forte assim.../ Quero ir lá/ Apenas para olhar/ Sentir o pulsar do coração.../ Depois esquecer/ Pelo menos/ Tentar dizer adeus.../ Vou tentar.../ A primeira razão/ Hummm.../ Tentei inúmeras vezes/ Até hoje/ Não consegui/ Talvez leve comigo/ Para o resto da vida.../ Esse sentimento.../ A segunda/ Não deu tempo.../ Ela não soube esperar/ Ninguém me ensinou/ Colocar em prática/ A palavra adeus.../ Por isso/ Não bato a porta/ Do antigo amor/ Para voltar/ Apenas passo pela rua/ Já é o suficiente/ Sou cigano.../

segunda-feira, 4 de julho de 2016

O INVERNO DO GENERAL

O inverno havia chegado e junto com ele veio a neve. O frio intenso iria se abater sobre a imensa planície, a paisagem mudaria totalmente, ficaria mais calma. Guardei madeira o suficiente para enfrentar o gelo e as longas noites geladas. A minha casa está bem protegida de todas as intempéries da natureza, principalmente das baixas temperaturas. Depois da batalha final, ferido no braço, devido a um golpe de espada, voltei derrotado e tive uma grande decepção com os meus comandantes. Fui obrigado a viver o resto dos meus dias isolado dos acontecimentos. Não saí vitorioso, mas não estou arrependido. Agora, quero lembrar apenas das lutas, das grandes batalhas em que fui vencedor. Vi os meus melhores amigos de farda sendo abatidos; alguns ficaram por um bom tempo na agonia da morte; outros imploravam para que fossem executados, pois não estavam suportando a profunda dor dos ferimentos. O melhor soldado que conheci, antes de morrer, disse-me: - General, desculpe se não conseguir sobreviver, mas lutei o possível. Quero morrer com a certeza de que não fui um covarde. O senhor me ajudou e ensinou-me as melhores táticas de manejar a espada. Mesmo assim, fui ferido lutando contra um soldado magro e sem nenhum preparo. Nós vamos perder a batalha, porque chegou a hora da derrota. Hoje está sendo o dia da caça e não do caçador. – profetizou o soldado. As palavras dele foram como um aviso. Antes da noite chegar, o batalhão inimigo, vindo do norte, destroçou a nossa coluna, furiosamente. Os meus comandantes me condenaram pelo fracasso na campanha militar, obedecendo às regras militares. Fui preso e levado para a masmorra. Lá fiquei por mais de dez anos, até que um dia abriram a minha cela. Não disseram nada, apenas deixaram que eu fosse embora. Era como se eu fosse um cão velho, que o próprio tempo iria fazer cumprir a sentença. Saí caminhando vagarosamente, mancando, à procura de um abrigo. Durante o trajeto, lembrei de uma cabana incrustada no pé da montanha negra. Essa casinha foi construída há muitos anos e servia de abrigo para alguns dos meus soldados, durante a campanha militar em defesa de São Petersburgo. Olhei para trás pela última vez e ainda observei o palácio que um dia foi a minha morada. Foi doloroso e triste, mas era o meu destino. Sentindo dor pelo corpo, fui andando. Saudade eu não poderia ter, simplesmente compreendi que todos nós temos um final, que muitas vezes é trágico. O meu é o da derrota e do esquecimento. Em outros tempos fui vitorioso em todas as batalhas, aplaudido como herói, porque perdi uma, todos se viraram contra mim e me jogaram no ostracismo. Sentado debaixo de uma árvore, observando a paisagem, meu pensamento viajou no tempo. Vi-me adolescente e repleto de sonhos. Tinha apenas quinze anos, quando meu pai me chamou num canto do castelo e disse: - Mikail, você vai para a academia militar e lá vai aprender a ser um oficial destemido. Só vai voltar quando estiver em condições de participar das batalhas que vamos empreender. Tentei de todas as formas resistir à determinação de meu Pai, mas não consegui. A minha família vinha de gerações de generais ilustres. O meu pai era um grande militar e soube me transmitir o valor da coragem numa batalha. No início da primavera de 1863, entrei para a Academia Militar da Rússia, perto de Moscou. Durante oito anos estudei e aprendi o que era ser um oficial. Depois de formado, voltei para casa como Tenente, pronto para comandar um pelotão. Passaram-se dois anos e a expectativa de participar de uma guerra era grande. Até que um dia, a notícia de que meu país iria entrar numa guerra, deixou-me feliz e ansioso. Antes de partir para a batalha, meu pai disse: - Mikail, depois que voltares da guerra, irei te apresentar a minha nora, a tua futura esposa. Ela é linda, é filha do Marechal Kalil. Fiquei decepcionado. Eu já tinha uma namorada que havia conhecido no baile da minha formatura de oficial. Como sempre ou mais uma vez, a minha vontade não seria respeitada. Assim levei a vida. Entre lutas e vitórias cheguei a General e a comandante das forças especiais do Império Russo. A mulher que meu pai me arrumou, era estéril e repleta de problemas mentais. Não tivemos filhos e ela acabou morrendo na grande peste negra que se abateu sobre o meu país. A única companhia que tenho é o meu cão, que encontrei numa estrada deserta, perto de uma comunidade do interior. Depois dessa viagem pelo passado, comecei a perceber que não vou ver a primavera chegar. Será o meu último inverno e jamais voltarei a ver a neve cobrir a paisagem da minha terra. Estou doente e cansado da vida. Os cossacos dizem que se um militar morrer durante o inverno é porque é abençoado pelos deuses. Não sei se sou abençoado, acho que não. Os deuses nunca demonstraram qualquer simpatia por mim.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

APENAS UM SOLAVANCO

Sente aqui/ Vamos recordar/ Antes que seja tarde/ Conte tudo.../ Tudo que existe/ Dentro do teu coração/ Teimoso e terno coração/ Já cansado de tanta dor/ Jamais amargurado/ Não tenha medo/ A tua história/ De pequenas derrotas/ Milhares vitórias/ As glórias/ Sempre te pertenceram/ Eu também falarei/ Vou dialogar/ Deixando que as palavras/ Sejam levadas/ Para o alto das montanhas.../ Minha alma sofreu muito/ Lutei um bom combate/ Perdi e ganhei/ Lendárias vitórias.../ Que fazem parte da história.../ Mesmo assim/ Não está amargurada/ Está radiante/ Contente/ Esperançosa/ Vamos chorar juntos/ As nossas recordações/ São sinais/ De que somos almas envelhecidas/ Que viveram tempos longínquos/ Fizemos parte de uma história/ De almas ciganas.../ Sempre da forma mais intensa possível/ Veja dentro dos nossos olhos/ Não existe ódio/ Somente brilho/ Observam o infinito/ Tentando captar alguma imagem/ Para resgatar as emoções/ Que o tempo e o vento/ Ainda guardam em seus arquivos.../ Hoje é o dia/ Das mais lindas recordações/ O tempo para nós/ Nunca foi problema/ Porque somos donos do tempo/ Proprietários do destino/ Filhos de guerreiros/ Guerreiros nós somos.../ Por toda a eternidade.../ Jamais iremos morrer/ Vamos descansar das viagens/ Que teimosamente realizamos/ Quanto mais viajantes somos/ Mais experientes/ Vamos nos tornar/ Nossa alma/ Nunca ficará idosa/ Por mais dor/ Que possamos sentir/ Pelo caminho.../ Não vamos deixar/ Que os problemas casuais nos/ Tornem amargos/ Porque a energia/ Que nos comanda/ Vem da fonte da terra/ Onde nasceu/ O mel que criou o mundo.../ Se alguma lágrima cair/ Vamos deixar que caia/ Suavemente na terra fértil/ Por que ali/ Vai germinar a flor/ Mais linda do mundo.../ Agora.../ Pegue na minha mão/ Vamos embora/ O trem existencial/ Está chegando/ Partiremos para o/ Leito natural das/ Almas imortais.../ Não tenha medo/ De viajar.../ A passagem será suave/ Não vamos sentir.../ Será apenas um solavanco.../ Será a nossa libertação/ O outro lado/ É mais doce/ É lá que existe/ O nosso lar.../ A nossa casinha branca/ De janela azul/ Com flores nas janelas/ Na curva do rio/ Está aguardando/ Pelos seus verdadeiros donos/ Como sempre/ É lá que vamos residir/ Para sempre..../

NÃO VOU ADORMECER SEM DEGUSTAR OS MEUS SONHOS

Ninguém prende um pensamento. Ninguém aprisiona uma alma ou um coração. O amor é livre e o gostar caminha junto com a liberdade. O desejo ...