sábado, 10 de setembro de 2016
AMIGO VIOLÃO
Violão amigo.../
Amigo violão.../
Vamos mexer com/
Tuas cordas.../
Compor uma canção
Canção que fale de tudo.../
De amor.../
De paixão.../
De desilusão.../
Sem esquecer da saudade.../
Violão amigo.../
Amigo violão/
Instrumento que/
Acalenta o coração.../
Teu som é estridente/
Mexe com os botões do peito/
Da mulher.../
Do homem.../
No momento de sofreguidão.../
Violão com cordas/
De cordão.../
Violão com cordas/
De alumínio.../
Violão de madeira/
Cordas espichadas/
Para não arrebentar.../
Mas que arrebente a emoção/
Do homem.../
Com saudade do seu grande amor.../
Violão amigo.../
Amigo violão.../
Instrumento muito antigo.../
Consolo dos boêmios.../
Das moças faceiras.../
Dos moços felizes.../
Em busca de paixões.../
AS ÁGUAS DE UM PEQUENO RIACHO
Depois de caminhar/
Uma longa estrada/
O viajante senta para descansar.../
Já cansado.../
Olha para o caminho percorrido/
Viaja no tempo.../
Vai buscar os melhores momentos.../
Que ainda vivem.../
Tão belos.../
Que chega a dar uma/
Meiga sensação de gostosura.../
No instante de pausa/
Foge das coisas ruins/
Precisa de boa energia/
Para prosseguir.../
O aroma da juventude se aproxima.../
A foto da primeira namorada/
Desenha-se na sua mente.../
Chega a pensar que não envelheceu.../
A faceirice toma conta do coração.../
É a energia que precisava.../
Depois de degustar a sala/
Daquele tempo.../
Olha para o presente.../
Observa as águas de um/
Pequeno riacho/
Que corre na sua frente.../
Faz dele um espelho/
Onde se reflete a sua imagem/
Distorcida pelo tempo.../
As rugas no rosto/
Estão presentes.../
Não se importa/
Consegue analisar com desenvoltura/
A musicalidade da sua juventude.../
A porta se fecha/
No outro canto da memória/
Aparece a fase adulta/
Dura.../
Cheia de percalços.../
É pai.../
Fortes responsabilidades.../
É o condutor de uma família.../
Por tudo que aconteceu.../
Sem culpar ninguém/
Pelos desencontros.../
Vê-se pegando a estrada/
Que ora caminha.../
Já não tem mais o vigor/
As energias são limitadas/
Mesmo assim.../
Consegue arrancar do/
Fundo da alma/
A força que precisa/
Para alavancar os/
Passos decisivos.../
A sua viagem está perto do fim/
Mas tem certeza de que foi/
Um bom viajante.../
Tentou fazer direito a lição/
Alguns erros aconteceram/
Que serviram de exemplo/
Para ele/
E para outros viajantes.../
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
CONFINS DA MEMÓRIA
Ainda repousa na memória/
Aquele dia/
Em que peguei/
Caderno... Lápis e borracha/
E fui à escola.../
Que ficava no alto de um platô.../
Estrada de chão/
Com muita poeira.../
Terra vermelha do velho Oeste.../
Usando camisa branca/
Calção azul/
Calçando alpargatas/
Lá ia eu.../
Menino pobre.../
Filho de lavadeira.../
Mulher determinada.../
E amada por mim.../
Feliz por saber que ia/
Aprender a escrever.../
Morava numa pequena/
Casinha de madeira.../
Nos fundos.../
Um riacho corria alegre/
E barulhento/
Na direção do Rio Uruguai.../
Ainda lembro/
Do dia que/
A professora/
Profetizou/
Que alguém daquela sala/
Seria um poeta.../
Na época/
Não entendi/
O que ela/
Queria dizer.../
Hoje eu sei.../
Também está guardado/
Nos cacos do tempo/
A minha primeira redação.../
Redação que não foi feita.../
E sim um poema/
Sobre a beleza do Rio Uruguai.../
Foi tão bonito.../
Que fui chamado na frente/
De todos os colegas/
Para declamar o poema.../
No final a professora/
Reafirmou a sua profecia.../
O tempo andou.../
Mais rápido que as águas/
Do Rio Uruguai.../
Hoje.../
Depois de muitas tempestades/
Navego sobre as águas da poesia/
E do poema.../
Sem esquecer/
Que a alegria/
Do primeiro dia de aula/
Ressurge dos confins da memória/
Toda vez/
Que sento/
Para escrever um poema.../
Sinto-me aquele menino/
Alegre por simplesmente escrever.../
terça-feira, 6 de setembro de 2016
OCEANO TURBULENTO
O barco da vida/
Navega lentamente/
Para o barco/
Do infinito.../
Que às vezes está/
Ao alcance da minha mão/
Mão que está distante/
Do meu coração.../
Perto da razão.../
Razão questionável.../
Porque não escuta/
A alma.../
Alma emotiva.../
Valente e destemida/
Comandante do corpo.../
Corpo que obedece/
Obedece e sofre.../
Porque é fraco/
E sente falta.../
De estradas mais serenas.../
Ondas violentas.../
De uma vida desregrada.../
Águas revoltas.../
Mudam o relógio do tempo.../
Enxurradas que levam tudo.../
Limpam a sujeira.../
Sujeira de uma existência.../
Estrada repleta de buracos.../
Tocaia em noite escura.../
Que faz desaparecer o caminhante.../
Caminhante cego.../
Que não consegue caminhar rápido.../
Rápida é a sua passagem/
Pela vida.../
Vida que anda de acordo/
Com o momento.../
Momento que às vezes/
Deixa a garganta engasgada/
De tanta emoção.../
Mas não enfraquece a alma/
Do valente.../
Que não se acovarda/
Perante os redemoinhos revoltos/
Desse oceano turbulento/
Chamado Vida.../
segunda-feira, 5 de setembro de 2016
VIDA E PAIXÃO
A vida é minha.../
Cuido dela/
Do meu jeito.../
Ela cuida de mim.../
Você pode pensar.../
Sobre qualquer coisa.../
Até mesmo/
Criticar a minha opinião.../
Mas não vai mudar/
O meu pensar.../
Sou dono/
Dos meus pensamentos.../
Você é dono/
Dos seus.../
Faça deles o que quiser.../
Até mesmo matá-los.../
Ignorá-los/
Não gosto de pensar/
Pelos outros.../
Quero errar/
Por mim mesmo.../
Não quero errar/
Por ter acatado/
Sugestão dos outros.../
Sou solitário no pensar.../
Vou morrer sozinho.../
Sou escritor.../
Poeta.../
Não sou boca alugada.../
Sou apaixonado/
Pela minha solidão.../
Sou compartilhado/
Pela solidão da noite.../
E pelo silêncio da lua.../
O meu pensar sobre o mundo/
É como o gavião/
Que voa nas alturas/
Por longas horas/
Depois descansa/
Na montanha mais alta do mundo.../
Lá.../
Como digno guerreiro/
Das alturas.../
Olha para baixo e diz.../
Estou voando sozinho.../
As asas são minhas.../
Não dependo de ninguém/
Para viver perto do infinito.../
Vizinho das estrelas.../
Quero continuar voando.../
Parando somente para.../
Beber água.../
Beber paixão.../
Ouvir o pulsar do coração/
Da mais bela mulher/
Que passar pela minha frente.../
Namorá-la.../
Depois.../
Seguir em frente.../
Deixá-la viver/
A vida inteira/
Pensando no gavião/
Que um dia/
Pousou no seu coração.../
De emoção/
Consigo terminar/
A minha viagem transcendental.../
Que depende somente de mim.../
Se dependesse dos outros/
Jamais teria coragem de pensar/
Alguma coisa.../
Porque ficaria submetido/
Aos eternos constrangimentos/
De não saber pensar.../
Não sou biruta de aeroporto.../
Prefiro enfrentar o vento/
Não tenho medo de tempestade.../
Muito menos de cara feia.../
Não tenho medo de ninguém.../
Não me importo com os fantasmas.../
Sou andarilho no pensar/
Curtido pelas aves de arribação.../
Amado pelas gaivotas/
Da vida noturna.../
Que sempre estão voltando.../
Para a saudade.../
Não compartilho a/
Mulher dos outros.../
Não curto a violência/
Em todos os sentidos.../
Sou dono dos meus desejos.../
Sou como violão.../
Trago emoção.../
Faço cair lágrimas.../
Com os meus toques.../
Nas cordas emocionais da vida.../
Calo a voz dos invejosos.../
Com os meus poemas.../
Imagino desejos incontáveis.../
Que são somente meus.../
Não sou escravo de ninguém.../
Nem escravizo quem quer que seja.../
Amo a liberdade.../
Liberdade foi feita/
Para todos.../
Não para alguns.../
Se um dia me aprisionarem/
Por causa dos meus pensamentos.../
E a condenação for para a vida inteira.../
Farei na prisão/
Um ininterrupto concerto musical/
Para alegrar o coração dos demais prisioneiros.../
Por que sou poeta.../
domingo, 4 de setembro de 2016
DESAFIOS DE UM BRAVO
Daqui a quinze dias...Estarei participando do Grande Desafio de Urupema, correndo a Meia Maratona dos Bravos, entre montanhas...trilhas...e estradão de chão...voando baixo, como louco...motor da alma em plena velocidade....saúde perfeita...talhada em treinos diários de 20 km e academia de segunda a sábado....Sou guerreiro, nascido nas terras do Rio Grande...Logo depois para refrescar o corpo, no dia 13 de novembro, vou participar do Montaind Do do Deserto do Atacama no Chile...com 23 km, só para corredores de ponta... Vou disputar com corredores do mundo inteiro...Na minha categoria... Como sempre...voando baixo... Como bravo e valente...vou correndo...olhado para o infinito...guiado pelo Criador...Vou sem dor...Nem medo...Por que não nasci em noite de trovão...
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
CONFISSÃO
Abriu a porta/
Olhou mais uma vez.../
Não disse nada.../
Os olhos disseram tudo.../
Vi no semblante.../
Que nunca mais iria vê-la.../
Estava levando/
Na mala.../
Os sentimentos mais belos/
De sua vida.../
O silêncio reinou indefinidamente.../
No fundo/
Somente o cantar/
De um pássaro/
Tornava o ambiente/
Mais musical.../
Com passos lentos/
Foi se distanciando.../
Distanciando... desapareceu.../
Isso aconteceu há muito tempo.../
Tempo que não para.../
Continua sua trajetória.../
Rumo ao infinito.../
Fiquei sentado no sofá.../
Tentando entender a despedida/
Despedida que até hoje/
Martela minha mente.../
Mente que virou triste.../
Tristeza que desliza/
Pela vida inteira.../
Levou parte de mim/
Deixou um vazio/
Vazio que nunca/
Será preenchido.../
Para onde foi.../
Ninguém sabe.../
Sabe-se.../
Que jamais irão dizer.../
Foi procurar alguma/
Razão para viver.../
Viver outra vida.../
Vida que não tinha sentido.../
Continuo com a minha/
Que não tem sentido.../
Não tive coragem de lutar.../
Luta ingrata.../
Ingrata vida.../
Fez de mim/
Um covarde.../
Covarde que não merece/
Nenhum prêmio.../
Prêmio que deve ser oferecido/
Aos vencedores.../
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NÃO VOU ADORMECER SEM DEGUSTAR OS MEUS SONHOS
Ninguém prende um pensamento. Ninguém aprisiona uma alma ou um coração. O amor é livre e o gostar caminha junto com a liberdade. O desejo ...
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Vou seguir o teu perfume/Perfume que me enfeitiçou/Seguirei o teu aroma/aroma dos campos, montanhas, mares, rios e planícies/Vou seguir ...
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Ninguém prende um pensamento. Ninguém aprisiona uma alma ou um coração. O amor é livre e o gostar caminha junto com a liberdade. O desejo ...
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Despontava a madrugada/A lua clareava a sombra nos recantos da Terra/Quando fui levado para conversar/Sentei num ba...