sexta-feira, 30 de maio de 2014
Presente Sideral
Estou muito longe/
Num lugar que você não conhece/
Perto dos teus sonhos e imaginações/
Vizinho do paraíso/
Onde o sol vai embora/
Somente quando o sono chega/
A luz nos alimenta/
As visitas que recebo/
São de criaturas/
Que se afinizam com as/
Minhas energias/
Tudo tem sintonia.../
Só acontece a chegada da noite/
Quando a lua e as estrelas/
Querem conversar com os/
Viajantes siderais/
E iluminar as matas/
E os rios do nosso mundo/
Aqui tudo é bonito.../
Em cada canto tem um jardim/
Cada jardim tem flores e rosas/
Para o gosto de cada visitante/
O tempo tem o seu próprio relógio/
Muito diferente do teu mundo/
Os ponteiros só batem quando/
As tarefas terminam/
Os calendários não obedecem/
As emoções/
Fazem parte de uma cronologia/
Do Comando Superior do Universo/
Tudo é perfeito/
Com suas razões para acontecer/
Nada acontece sem permissão/
A Terra está muito distante daqui/
Em todos os sentidos/
Nós não nos alimentamos de/
Nossos irmãos animais/
A alimentação é plasmada/
As doenças foram banidas/
Somos o que pensamos/
Vivemos de acordo com a/
Nossa evolução/
Os vícios de toda ordem/
Sentimentos e energias ruins/
Fazem parte do passado/
Participamos de um mundo/
Onde as energias benéficas/
Estão espalhadas por toda parte/
E cada um tem a parte/
Que merece e necessita/
Para viver/
Mas para chegar aonde estamos/
Foi necessário caminhar/
Por diversos mundos/
Inclusive na Terra/
Conhecemos o estágio/
Evolutivo dos habitantes do teu mundo/
Mundo que um dia será igual ao nosso/
Estamos acompanhando os teus passos/
Acreditamos na linda jornada/
Que estais efetuando/
Como todo bom corredor que és/
Vais chegar muito bem/
No final da corrida.../
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Magia das Letras
Por que sou poeta?/
Porque renasci para fazer/
Da palavra o caminho/
Da liberdade/
Onde os amantes solitários/
Encontram o canto da salvação/
Sou poeta porque encontro na rima/
A visão de um mundo repleto/
De dança e alegria/
Onde os dançarinos marcam/
Os compassos da valsa da paixão/
Por que sou poeta?/
Porque acredito que é melhor cantar/
Para a humanidade ouvir/
Que matar inocentes/
Que vieram ao mundo para ouvir/
A palavra mágica dos cantadores/
Que nas noites de lua cheia/
Sentam na varanda da casa/
Para ouvir as canções/
Por que sou poeta?/
Porque nos finais de tarde/
Quando os passarinhos se recolhem/
Para sonhar com o paraíso/
É o momento do canto/
É o instante do verso/
É a hora que a alma/
Chora de saudade de outros tempos/
É o minuto que o coração/
Relembra as paixões que ficaram/
Ao longo da estrada/
De nossas mágicas vidas.../
Por que sou poeta?/
Porque prefiro fazer da palavra/
Uma nova direção/
Aos descrentes de plantão/
Que fazer das letras/
Desgraça entre os seres humanos/
É preferível usar os versos/
Para o bem e a alegria de todos/
Que sair por aí/
Difamando pessoas honestas e bondosas.../
Por que sou poeta?/
Entre tantas respostas/
Que se apresentam.../
Acho que ser poeta/
É escrever para as almas/
É tentar mostrar as belezas do mundo/
Alegrar os amantes/
E dançarinos.../
É mostrar aos humilhados e sofridos/
Que apesar da escuridão das longas noites/
De fome e de frio.../
Que apesar das desgraças/
Que se abatem/
Onde milhares de crianças/
Morrem desnutridas.../
Que apesar de todos os ventos e sofrimentos
Enfim que apesar de tudo/
Vale a pena viver/
Vale a pena fazer parte/
De uma vida/
Porque a vida é uma obra de arte/
Que todos os dias pintamos uma parte/
Passando uma pincelada aqui/
Outra ali.../
Às vezes forte/
Outras vezes suave/
Como uma pena.../
No final.../
Nos braços do Patrão do Céu/
E ao lado dos caminhantes/
Rever a nossa grandiosa obra/
Exposta no museu da eternidade.../
quinta-feira, 1 de maio de 2014
Esquina
Todos nós temos um momento/
Aquela hora em que a esquina da vida/
Se apresenta.../
É quando temos somente duas escolhas/
Porque não podemos abraçar as duas/
Muito menos/
Se lá na frente /
Acontecer o arrependimento/
Porque a vida é feita de escolha/
Escolha que às vezes arde o coração/
Maltrata a alma.../
A caminho da estrada/
Da estrada escolhida/
Mesmo esburacada/
Não será possível voltar atrás/
Somente enxugar as lágrimas/
Limpar os ferimentos dos pés/
Conviver com a saudade da escolha rejeitada/
É nesse instante que o ser humano/
Se atrapalha/
Perde a noção da vida/
Embaralha derrota com vitória/
Porque tudo é uma grande história/
Que necessitamos construir/
Mesmo que às vezes pensamos descontruir/
Portanto.../
Jamais devemos julgar/
Aqueles que fizeram uma escolha/
Isso porque no momento da decisão/
Estávamos sentados na arquibancada da vida/
Vendo a luta ser travada.../
Comprovado o rumo/
Voltamos para a nossa renhida luta/
Assim vamos vivendo/
Entre acertos e erros/
Entre escolhas certas/
Erradas escolhas.../
Nesse emaranhado de escolhas/
Tem gente/
Que fica sentada na esquina/
Sem tomar nenhuma decisão/
Vendo o tempo passar/
Ali permanece.../
Enquanto os outros/
Decidem seus futuros/
Nas mãos da história/
Outras vezes na contramão da história/
Mas vão.../
Caminham.../
Quase sempre tropeçam/
Nas armadilhas feitas pelos lobos/
Travestidos de carneiro.../
Com o corpo ensanguentado/
Mente confusa/
Lágrimas escorrendo/
Nos rostos cansados de tanto caminhar/
O ser humano avança/
Para construir uma nova morada/
Uma estrada longa e larga/
Mas perfeita para o seu andar/
Lá na frente/
Defronte à cachoeira de águas limpas/
Depois das lutas realizadas/
Será o momento do descanso/
Não aquele descanso eterno/
Simplesmente parar/
Para admirar os campos de batalha/
Perdidas e vencidas/
É nesta hora/
Que o ser humano precisa/
Com humildade/
Guardar as armas/
Enrolar as bandeiras/
Esquecer os inimigos/
Convidá-los para participar/
Da grande obra/
Da reconstrução universal.../
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Amantes do Violão
O meu coração bate forte/
Como as cordas de um violão/
Numa noite/
Onde a neblina refresca/
A face do meu rosto/
Em total harmonia com os sentimentos/
Que rondam o meu ser.../
Ouço o som do chamamento/
O grito que acompanha a valentia/
De um dançarino/
Num imenso salão/
Onde um cantor/
Acompanhado de um violão/
Toca para que todos dancem/
Sem medo/
Sendo auxiliado/
Pelos anjos da musicalidade.../
A música é como uma viagem pelas nuvens/
Mexe com todas as partes do corpo/
Somos tocados na essência da alma/
É neste momento que somos levados/
Para conversar com os mentores de nossas vidas.../
Mas não seria ruim desfalecer/
Morrer e renascer no outro lado/
Se estivermos ouvindo uma música/
Onde as cordas de um violão sirvam/
De ponte para acalmar a dor da passagem
Da vida a caminho da morte.../
O som de um violão/
Nos deixa embriagados/
Tontos e leves/
Prontos para desaparecer/
Numa estrada sem fim/
Somente a poeira levantando.../
Principalmente se for com uma “malagueña salerosa”/
Acompanhando os nossos passos/
Para adormecemos uma vida inteira/
Ao lado dela.../
Mesmo sendo pobres/
E Ela profundamente rica.../
E como é bom entregar o coração /
Nas alturas do céu/
Nas curvas de longos caminhos/
Nas noites de uma linda música/
Sem receio de que um dia iremos morrer/
Até porque tudo é passageiro/
Provisório enquanto vivermos por aqui/
A vida deveria ser uma canção sem fim/
Uma melodia que nunca terminasse/
Que as cordas do violão fossem as noites/
E o som a madrugada/
Ao lado da mulher amada.../
Em noites de chuva fina/
O vento batendo nas copas das árvores/
As águas de um riacho/
Batendo nas pedras/
E nos troncos retorcidos../
Não tem como não deixar que a nossa alma/
Derrame todas as lágrimas/
E lá na frente/
Se tornem orvalho
Para refrescar a paixão que temos/
Por uma vida bem vivida.../
Como é bom ouvir a melodia das alturas/
Que são tocadas nas nuvens/
Em concertos memoráveis/
Num imenso palco/
Com uma plateia de grandes seres/
Que fazem o violão/
Domar as mais incontidas cóleras dos presentes.../
É neste instante/
Que a nossa alma se liberta /
Vai ao encontro dos antepassados/
Bate à porta dos guias e dos anjos/
E num cortejo de libertários/
Chega a formar uma orquestra/
De exímios músicos/
Liberando aos ouvidos mais insensíveis/
A insustentável clareza/
Que estamos a caminho do/
Paraíso que nunca foi perdido.../
Estamos indo embora/
Precisamos voltar/
Terminar a missão/
Mas o concerto continua/
Os olhos dos presentes estão parados/
Nos músicos/
O violão chora/
A alma reclama/
Porque ainda quer ficar/
Ama o universo/
Não quer voltar/
Tem que cumprir o prometido/
Assim depois de tudo/
Lá embaixo/
O nosso corpo/
Nos espera/
Para continuarmos a trajetória/
De viajantes e poetas/
Amados pelos anjos/
E acima de tudo especiais/
Que receberam/
O dom de declamar poesia/
Falar do amor com desenvoltura/
Sem medo/
Porque fomos criados/
Para fazer da vida uma/
Linda e eterna canção.../
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Morre Gabriel Garcia Marquez
O escritor Gabriel Garcia Marquez, prêmio nobel de literatura, morreu nesta quinta-feira, (17), de acordo com o jornal espanhol "El País". O colombiano, que morava no México há anos, havia sido internado para tratar de uma pneumonia.
Ele nasceu em 6 de março de 1927. Garcia Marquez é considerado um dos autores mais importantes da literatura contemporânea. Entre suas obras mais memoráveis estão "Notícias de um Sequestro", "Crônica de uma Morte Anunciada" e o aclamado "Cem Anos de Solidão". Em l982 recebeu o prêmio nobel de literatura pelo conjunto de sua obra.
Como poeta e escritor, via em Gabriel Garcia Marquez uma referência. Li "Cem Anos de Solidão" em língua espanhola, em 1979 na época da ditadura militar. Esse grande escritor era proibido no Brasil, porque era considerado comunista. Depois, já na abertura política, em 1985, voltei a reler a referida obra, juntamente com outra de grande profundidade literária, "O Outono do Patriarca".
O último livro foi "Memórias de Minhas Putas Tristes", lançado em 2004. Em 2009 declarou que estava aposentado e não tinha mais intenção de escrever livros. Em 2012, notícias dadas por familiares diziam que o escritor sofria de demência e outras doenças.
domingo, 13 de abril de 2014
A Busca
O que fazes sozinha na noite?/
Igual a uma mariposa/
Procurando uma luz.../
Ou quem sabe uma claridade/
Para ser notada/
Observada/
Ou talvez amada.../
Com um olhar de desorientada/
Olha as estrelas.../
É o céu estrelado/
Vendo você!/
Mulher solitária/
Querendo um grande amor/
Sai à noite/
Como um pirilampo/
Para encontrar um foco/
De luz para iluminar o coração/
Por que até hoje não/
Encontrou a tua cara metade?/
Anda de esquina a esquina/
Aberta para uma nova paixão/
Mas não encontra!/
Porque os homens querem/
Apenas alguns momentos de sexo e/
Você quer um monte de momentos/
Para que somados/
Se tornem uma vida/
Encantadora mulher/
Não sofra assim/
Você vai encontrar o que procura/
Quanto mais demorar/
Mais será profundo o amor/
Que espera por ti/
Não faças das lágrimas um tormento/
Não adianta satisfazer os desejos/
Dos outros enquanto os teus/
Não são saciados plenamente/
Se for para viver sozinha/
Deixe que tudo caminhe normalmente/
Às vezes somos poupados de futuros desconfortos/
Seja como uma borboleta/
Crie o teu próprio jardim/
Embeleze o teu local/
Quem sabe um dia um lindo beija-flor/
Venha até você/
Para beijar os teus lindos lábios/
Cuidado com a noite/
Ela tem várias armadilhas/
É traiçoeira.../
Falsa como uma serpente/
Escute...!/
A noite é quando o demônio/
Desce para a Terra/
Para saciar os seus mais /
Perigosos desejos.../
E você é uma presa fácil/
Está carente e ingênua/
Poderá cair na conversa/
Dos cantadores noturnos/
Que querem iludir mulheres como você/
Vá para casa!/
Tudo tem o seu/ tempo
Cuide do teu corpo/
E da tua alma/
Ao se expor/
Estarás te igualando/
Aos aventureiros de momento/
Aos falsos pregoeiros amorosos/
Não adianta.../
Rezar todos os dias/
E no sábado e domingo/
Se entregar de forma/
Louca e desenfreada/
Sem nenhum cuidado.../
A mulher é um ser/
Muito diferente do homem
É belo e gracioso/
É o centro da vida/
Possui qualidades que o homem não tem/
Pela mulher muitas coisas aconteceram/
Inclusive mortes violentas.../
Então.../
Deixe o coração aberto/
O portão e a porta da tua casa/
Que daqui a pouco/
O que você espera/
Estará nos teus braços.../
domingo, 6 de abril de 2014
Refúgio
Nos imensos campos que você vivia/
Tudo era colorido/
Como colorida e bela/
É a tua alma/
Alma que você sempre entendeu/
Ser eterna/
Guerreira que nunca quis perder/
Compreendeu a importância da beleza da vida/
Sofreu para crescer/
Evoluir e depois distribuir/
As lições de um mundo melhor/
Aquela paisagem que todo dia/
Embelezava os teus olhos/
Hoje ainda vive na lembrança/
E nos dias de luta serve como energia/
De bravos combates/
Continue a ter nos teus arquivos memoriais/
Os jardins para que tua vida/
Tenha o significado que sempre teve/
Quando ainda estava entre nós/
Às vezes ficava sentada olhando/
O vento soprar suavemente nas pétalas das rosas/
Para que exalassem o perfume/
E assim fosse levado para o vale dos/
Necessitados .../
Depois de um longo tempo de descanso/
E ao ouvir o chamado dos deuses/
Você linda guerreira/
Foi viver ao lado dos povos/
Que precisam de uma grande guerreira/
As flores como parte de um lindo jardim/
São criaturas vivas/
Com grande significado/
Para o mundo/
Sabem que nasceram para embelezar/
A alma dos amantes da beleza e da inteligência/
Junto com a música/
A natureza cria/
Uma musicalidade que conforta/
E acalenta/
Todos aqueles/
Que querem viver/
Num grande lago/
Onde tudo é perfeito/
Distante das sombras/
Longe das amarguras dos espíritos/
Pobres e esquecidos das bondades/
Na infância de nossas vidas/
Somos como pequenas flores/
Frágeis e desprotegidas/
Mas temos a essência da criação/
Que não morre/
Renasce sempre/
Todos os dias/
Todas as noites/
Porque somos eternos/
Depois.../
Adultos nos jardins do Éden/
Somos escalados/
Para tarefas de acordo/
Com as necessidades do momento/
Um campo de flores/
Um lago com patos selvagens nadando/
No fundo uma casinha de madeira/
É o local onde você sempre vive/
Quando está entre nós/
Na varanda ainda tem a cadeira/
Que serve para você sentar/
Observar a chegada e a saída/
Das aves que migram no inverno/
Quando você não está/
É o meu refúgio/
Onde fico para descansar/
Ali alimento a minha alma/
Carrego as minhas energias/
Às vezes adormeço/
Chego a sonhar com você/
Recebo do encontro/
Novas lições/
Que guardo sempre dentro/
Das profundezas da minha alma.../
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NÃO VOU ADORMECER SEM DEGUSTAR OS MEUS SONHOS
Ninguém prende um pensamento. Ninguém aprisiona uma alma ou um coração. O amor é livre e o gostar caminha junto com a liberdade. O desejo ...
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Vou seguir o teu perfume/Perfume que me enfeitiçou/Seguirei o teu aroma/aroma dos campos, montanhas, mares, rios e planícies/Vou seguir ...
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Ninguém prende um pensamento. Ninguém aprisiona uma alma ou um coração. O amor é livre e o gostar caminha junto com a liberdade. O desejo ...
-
Despontava a madrugada/A lua clareava a sombra nos recantos da Terra/Quando fui levado para conversar/Sentei num ba...