sexta-feira, 11 de novembro de 2016

A GRANDEZA DAS CORDILHEIRAS DOS ANDES

O sol estava brilhando... escaldante... Nenhuma nuvem... Voando ao lado da Cordilheiras dos Andrés... Com seus picos Repletos de neve... Parecia que estava Voando perto do céu... o pássaro branco pendia De um lado Para o outro... Dando a oportunidade De se observar a beleza e A majestade das Cordilheiras... Estava voando bem perto dela... Ela não se mexia... Apenas olhava o grande Pássaro branco Passando ao lado dela... Um pouco mais a frente... Eis que surgiu o Deserto do Atacama... Quieto... Misterioso... Árido... Quente com um sol ardente... Aguardava a minha espera... Não iria desafiá-lo... Apenas ser seu caminhante... Sentir de perto a emoção... Ver a beleza dos vulcões em atividade... As salinas... As dumas... Aos poucos o grande pássaro branco Foi pousando... Parecia que estava abraçando o deserto... Deserto que abria os seus braços... Para saldar os visitantes...

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A MEDIOCRIDADE VENCE NOS ESTADOS UNIDOS

Com a eleição de Trump os americanos mostraram que adoram Hitler. Ele é hipernacionalista, fascista, racista, não respeita a mulher, beligerante... Vamos viver um momento escuro no mundo e de incertezas. É inacreditável, mas teremos que conviver com um louco, governando a nação mais poderosa do mundo. Lá como aqui, a direita tomou conta.

domingo, 6 de novembro de 2016

REFLEXÕES DO POETA CORREDOR

Distância.../ Momentos de reflexão.../ Reflexão na encruzilhada.../ Seguir em diante.../ Ou.../ Parar por um momento.../ Sentar na beira da estrada empoeirada.../ Descansar por um instante.../ Beber água.../ Observando a bela magia/ Das montanhas.../ Pensar no que fazer.../ Distante do ninho.../ Pássaro voador.../ Nenhuma passarinha segura seu coração.../ Corredor.../ Conhecendo outras paragens.../ Caminhante da vida.../ Cigano.../ Não consegue parar.../ Poeta viajante.../ Paixão pela emoção.../ Faz da vida uma valsa.../ Nem mesmo/ O frio intenso da noite.../ Faz parar de correr.../ Muito menos o.../ Sol escaldante.../ Remove a determinação/ De continuar correndo.../ Heroica alma.../ Alma feroz.../ Amada alma.../ Linda alma.../ Coração felino.../ Guerreiro do tempo.../ Apaixonado pela aventura da vida.../ Os poetas são seres iluminados.../ Iluminados pela luz divina.../ Os poetas são cancioneiros.../ Amados cantores.../ Amantes.../ Belos amantes.../ Lindos dançarinos.../ Que nunca morrem.../ Seus poemas são eternos.../ Como eternos.../ São seus amores.../ Para esse mundo.../ Sozinho eu vim.../ Desse mundo.../ Sozinho também partirei.../

VIVÊNCIA DE MATURO

Na solidão do mato.../ Onde o único barulho/ É o cantar dos pássaros.../ E o corococó das galinhas.../ O matuto vive.../ Distante do progresso.../ Cria o seu próprio mundo.../ Conhece o tempo de plantar.../ Percebe quando a chuva/ Está para chegar.../ E a época da geada../ Foi sempre assim.../ Nunca quis morar na cidade grande.../ Herdou as terras/ Que cuida com carinho.../ Nesse tempo mágico.../ Ele vive.../ Como artista da terra.../ Remexendo aqui e acolá.../ Criando os mais variados/ Desenhos na roça.../ Onde vai plantar a semente do milho.../ Do feijão.../ Para o seu sustento.../ O matuto é a última figura.../ De um tempo.../ Que não volta mais.../ Até mesmo a música caipira/ Símbolo da inspiração cabocla.../ Está desaparecendo.../ Com o vento que sopra/ Lá pelo cantão da serra.../ Época dos nossos avós.../ Onde o respeito era sagrado.../ Tempo em que os filhos.../ Respeitavam os pais.../ Só lembranças.../ Nada mais restou.../ Dos dias maravilhosos.../ Onde o caboclo era respeitado.../ Trabalhava para levar alimentação/ Aos habitantes da cidade.../ Ele sabia fazer quirera.../ Moendo o milho no pilão.../ Cozinhava o feijão no fogão a lenha.../ No final de semana.../ Ia à vila de carro de boi/ Trocar a colheita do milho/ Por corda... Fumo... Banha.../ No final do ano.../ Matava porco.../ Fazia salame.../ Reunindo a família/ Para comemorar o Ano Novo.../ Todo final do dia.../ Juntava os ovos.../ Um pouco era vendido na vila.../ O resto ficava para o alimento da família.../ Na roça.../ O caboclo sabia como lidar com a formiga.../ Até parece que conversava com elas.../ Era um mundo sem o veneno do progresso.../ No dia de São João.../ Pegava o cavalo mais veloz.../ Ia à raia.../ Disputar corrida.../ Entre um gole e outro de pinga.../ O caboclo tocava a vida.../ Sem falar de ninguém.../ Tinha um coração puro.../ Simples e sem malícia.../ Contador de histórias.../ Sabia reunir numa roda de amigos.../ Contar os misteriosos causos do saci-pererê/ No mês de junho.../ Levantava uma grande fogueira/ Entre cantos e quentão.../ O caboclo alegrava o coração/ Da sua gente.../ Esse tempo faz parte da história.../ Ninguém mais quer viver no interior.../ As máquinas estão fazendo tudo.../ Mas não fazem a magia.../ O encanto daquele tempo.../

AINDA ONTEM...

Ainda ontem.../ Pensava que continuaria vendo/ O mundo de forma tranquila.../ Cada um no seu canto.../ Ontem tinha uma opinião.../ Achando que assim sempre fosse.../ Ainda ontem.../ Via a estrada sem obstáculos.../ E o sol brilhava.../ E o céu estava azul.../ Não chovia muito.../ Tudo caminhava/ Como planejado.../ Ainda ontem.../ Eu fiz promessas.../ Jurei que seria leal ao trono.../ Fiz projetos.../ Ainda ontem.../ Todos sorriam.../ Viam o mundo/ Como um paraíso.../ Mas nada disso aconteceu.../ Alguém modificou os planos.../ Planos que naufragaram.../ Perdi tempo.../ Perdi a coroa.../ Até por que.../ Não sou dono do mundo.../ Talvez seja filho do dono.../ Mas não tenho mais poder.../ Nem mesmo para fazer/ Um rascunho de projeto.../ O meu castelo desmoronou.../ Porque tudo pode mudar.../ Mudanças que vêm sem avisar.../ Pelo menos/ Poderia sinalizar que as/ Coisas não seriam como o planejado.../ Futuro...! Futuro...!/ Não sei quem é você.../ Acredito que seja um fantasma/ Um monstro.../ Que atormenta.../ Como uma sombra/ Pairando sobre a cabeça.../ O passado ficou bem longe.../ Até conheço.../ Gosto de lembrar.../ Era cercado de criados.../ Riqueza por todos os lados.../ Ainda ontem.../ Era mais feliz.../ Porque tinha criado um mundo/ Iria governar.../ A minha nação.../ Nação que fugiu.../ Foi embora.../ Pertence a outro príncipe.../ Esqueceu-se de mim.../ Ficou escura.../ Mostrou uma realidade/ Que jamais pensei que poderia existir.../ Ainda ontem.../ Colhia flores no jardim.../ Nas cercanias do meu castelo.../ Caminhava na beira do rio.../ Corria como criança/ Protegida pelos soldados/ Leais à Coroa.../ Caminhava pelo imenso campo de flores.../ Banhava-me nas águas limpas/ De um pequeno riacho/ Que corria no fundo do meu palacete.../ Ainda ontem.../ Vivia como um príncipe.../ Herdeiro do trono.../ De um belo país.../ Onde todos viviam felizes.../ De príncipe virei escravo.../ Conheci o outro lado/ Do meu reinado.../ O meu reino/ Foi invadido.../ Tomado pelos bárbaros.../ Vindos do norte.../ Ainda ontem.../ Tudo era tão belo.../ Maravilhoso.../ Cheguei até a distribuir/ Parte da riqueza aos mais pobres.../ Que não me defenderam.../ Até estava/ Com data marcada/ Para desposar a filha de um rei/ De um rico país.../ Nada disso aconteceu.../ Agora.../ Sou apenas.../ Um caminhante da vida.../ Vivo nas cabanas/ Dos meus antigos súditos.../ Pedindo comida.../

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

EXPURGOS DE SENTIMENTOS

Gostaria de pintar a cor da emoção.../ Vermelha ficaria parecida com/ A cor da paixão.../ Emoção...! Emoção...!/ Não machuque o meu coração.../ Seja mais leve.../ Mostre a realidade parcialmente.../ Deixe que aos poucos/ Eu vá entendendo a razão da tua/ Presença neste momento.../ Gostaria de fotografar a emoção.../ Entendê-la melhor.../ Para que um dia/ Ela não me faça chorar/ Como uma criança.../ Poderia ser amigo da emoção.../ Que um dia ela mostre para mim/ Somente os momentos bons.../ É difícil qualificar a emoção.../ Ela pode ser de alegria.../ Ou até mesmo.../ De imensa tristeza.../ A emoção de receber um não.../ Da pessoa amada.../ Dizendo que não quer mais/ Viver ao nosso lado.../ A emoção de uma vitória/ Depois de uma grande luta.../ A emoção do aviso/ Que alguém especial/ Acaba de morrer.../ A emoção engasga a garganta.../ Faz derramar lágrimas.../ De ódio.../ De revolta.../ A emoção em ver alguém/ Morrendo aos poucos/ No leito de uma cama.../ Os poetas entendem bem de emoção.../ Porque escrevem para expulsar/ Os seus próprios sentimentos.../ Que sufocam a sua alma.../ Gostaria de expurgar a emoção/ Das nossas vidas.../ Para que tivéssemos entendimento/ Em cada situação.../ Assim seríamos mais fortes.../ Mais combativos.../ Iríamos compreender o mundo/ De forma diferente.../ E não seríamos marionetes nas/ Mãos dos poderosos.../

A PERPETUIDADE DO CAMINHO

O tempo é o prazo que/ A eternidade ofereceu/ Para a caminhada.../ As pedras que encontrei/ Foram sinalizações.../ Indicações.../ Da direção que segui.../ Não posso voltar.../ Tenho que ir em frente.../ Ainda era bem cedo/ Quando resolvi conhecer o tempo.../ Abrir espaço rumo à eternidade.../ Meio sem jeito.../ Tímido.../ Caminhei.../ O relógio não parou.../ Não olhou para mim.../ Cada um seguiu a sua trajetória.../ Passei o amanhã da vida/ Conhecendo a realidade.../ Fiquei assustado.../ Muitas vezes errei a estrada.../ Demorei a voltar.../ O relógio bateu meio-dia.../ Na esquina da vida almocei.../ Talvez não fosse a melhor refeição.../ Mas foi a única que consegui.../ A tarde chegou.../ Caminhando ainda estou.../ Agora mais experiente.../ Mais tranquilo.../ Consigo caminhar seguro.../ Lá atrás da montanha.../ O sol indica que vai adormecer.../ A idade também está indicando/ Que logo a noite vai chegar.../ O corpo está castigado.../ Talvez cansado pela imensa caminhada.../ Confesso que a trajetória não foi inglória.../ Quando a noite tomar conta do mundo.../ Vou pegar o meu violão.../ Tocar uma melodia.../ Aquela que mexe com o coração.../ Que relembra os nossos amores.../ Sentar num banco/ Numa estação de trem.../ Esperar a chegada.../ Embarcar com o coração leve.../ Pronto para voar para outros ares.../ Talvez com saudade.../ Daqueles que ficaram caminhando.../ Assim vejo o tempo.../ Invisível.../ Implacável.../ Temido.../ Desconhecido.../ Sem emoção.../ Mas faz parte das nossas vidas.../ Mesmo não querendo.../ Ele é dono da nossa sina.../

NÃO VOU ADORMECER SEM DEGUSTAR OS MEUS SONHOS

Ninguém prende um pensamento. Ninguém aprisiona uma alma ou um coração. O amor é livre e o gostar caminha junto com a liberdade. O desejo ...