sábado, 29 de março de 2014
Extremos
O gemido da dor é igual/
Ao gemido do prazer/
Dois extremos que se encontram/
Cada um mostrando até onde vai/
A profundidade do ser humano/
Em situações de dor e de prazer/
É nesse momento de extrema solidão/
Que se conhece a sua particularidade/
Pois está dentro de cada um/
O gemido que faz com que/
O sangue seja jorrado/
Ou o êxtase seja infinito/
Com os poros se alterando/
A dor não pode ser compartilhada/
É no corpo ou na alma/
Que ela se exprime/
É também onde o ser humano /
Grita pedindo socorro/
Porque está sendo atacado por/
Forças extremas e cruéis.../
A dor acompanha os passos dos homens/
Desde os primórdios/
É o seu demônio.../
E a triste sombra/
Sempre esteve ao seu lado/
Mordendo o corpo e a alma/
Com dentes finos e afiados/
De dia e de noite/
Não importando a classe social/
O gemido do prazer/
Vem de outra vertente/
Muito diferente/
Pode ser compartilhado/
Quando há afinidade entre os seres.../
Mostra ao ser humano atingindo/
O seu mais forte e profundo/
Sentido de que vale a pena viver/
Mesmo depois de uma dor alucinante/
O prazer vem como um analgésico/
Porque traz paz/
Felicidade e uma delirante sensação/
De gostosura.../
O prazer é como viver nas nuvens/
Ser inquilino de um belo paraíso/
Leva o ser humano à porta do céu/
Faz com que se esqueça que um dia/
Viveu no mundo da dor/
Nesse bailado de dor e prazer/
O ser humano vai atravessando a ponte da vida/
Enfrentando as dificuldades com mais energia/
Mesmo que nesses extremos/
Possa morrer do coração/
Ou com a falência dos demais órgãos/
Ele continua sendo um valente andante/
Que não desanima/
Vive se animando com os poucos/
Instantes de prazer/
Que a vida oferece/
Porque no fundo sabe/
Que tudo passa/
Até mesmo a causticante dor/
E o caliente prazer.../
terça-feira, 18 de março de 2014
Reencontro de Velhas Almas
Há um momento/
Em que precisamos abraçar o tempo/
Procurar os amigos que se perderam/
Foram morar em outro lugar/
Lugar aqui na Terra/
Isso tem que acontecer /
Antes que não morem mais aqui...
É maravilho!/
Muito emocionante!/
Rever as pessoas que /
Foram importantes em nossas vidas/
Por gratidão devemos agradecer/
Por tudo.../
Pela força que recebemos /
Num instante de/
Nossa fragilidade/
Olhar nos olhos/
Mesmo que as lágrimas derramem/
E dizer que tudo passa/
Menos a saudade e o amor/
Entre as criaturas que/
Em algum ponto da trajetória/
Se ajudaram.../
Esses encontros/
Não são despedidas/
Apenas o reencontro de almas/
Que pela força da/
Sintonia fina das existências/
Sentem a necessidade dos reencontros/
É como se estivessem ouvindo/
Uma melodia que comove intensamente/
O coração/
Lá nos fundos/
Dos tempos.../
Hoje.../
Passados os anos/
E ao rever os velhos amigos/
A porta da frente se abre/
De forma emocionante/
Uma luz do céu clareia/
Os passos daqueles que têm/
As almas ligadas/
Neste momento da minha vida/
Vida de um poeta/
O velho Patrão do Céu/
Vem mexendo e remexendo/
Com as minhas emoções/
Os últimos anos têm sido assim/
Mas agora.../
De uma só vez! /
Depois de décadas/
Mostrou que tenho irmãs!/
Que a poeira do tempo/
Não foi capaz/
De perdê-las/
Ou remetê-las/
Para o além.../
Ao contrário!/
Ele as trouxe/
De forma linda e silenciosa/
Para o aconchego do meu coração/
Num final de semana/
Que foi tão curto o reencontro/
Os segundos pareciam meses/
Os minutos os anos/
E os anos/
Décadas.../
Os rostos delas/
Entre lágrimas de emoção/
Cabelos brancos/
Mostraram que por mais que
O tempo seja o nosso dono e carrasco/
Ele não consegue apagar/
Ou destruir as raízes profundas/
De seres que se amam/
Que vieram a este mundo/
Para aprender fortes lições.../
Porque “nada é por acaso”/
Agora.../
Depois de tudo/
Estou caindo na reflexão/
Sobre a imensa bondade divina/
Irei aos poucos/
Segurando a emoção/
Bater de porta em porta/
E rever os amigos/
E amigas.../
Até mesmo um olhar/
Um sorriso/
E um forte abraço/
Será suficiente/
Para dizer que eles ainda/
Estão sentados na sala da minha alma/
Vendo os filmes dos momentos/
Que foram construídos/
Na magia das lutas/
Que nos tornaram amigos para sempre.../
terça-feira, 11 de março de 2014
Jeito Contagiante de uma Alma
Você tem um forte carisma/
Uma encantada liderança/
Muitas vezes usou para o mal/
Agora.../
No amanhecer de um novo tempo/
Você está utilizando para o bem/
Não é possível e justo/
Julgar a história de cada um/
Pois todos são atores de longas/
E tristes histórias/
A força da tua alma/
É contagiante/
Nas andanças e danças das vidas/
Você sempre foi motivo de/
Curiosos olhares/
A cada passo e compasso/
Nos salões da existência/
Você sempre mostrou uma/
Bela e profunda energia/
Que chegou a emocionar/
Os mais fortes negativistas.../
Nos corações das lindas dançarinas/
Você sempre foi um eterno inquilino/
Nas mentes e corações dos homens/
Você foi sempre um leal amigo/
E companheiro/
Que em muitas ocasiões/
Nos despenhadeiros/
De renhidas lutas do passado/
Você se atirou na frente de muitas balas/
Para defender o amigo do coração.../
Ao olhar a tua alma/
Repleta de espinhos cravados/
É possível observar que muitos/
Estão prestes a ser retirados/
Pela mão do Pai Eterno/
Que um dia vai torná-la/
Mais serena e embriagada/
Por paz, perdão e humildade/
Ela tem ainda uma linda essência/
De amor pelos mais fracos/
Porque a tua existência/
Mesmo pelo caminho errado/
Foi em defesa dos necessitados/
Não poderia deixar em vão/
Jamais iria deixar de dar a mão/
A uma alma que num momento/
Muito forte e importante/
Soube de forma louca/
Servir de ponte para que eu/
Atravessasse rio selvagem/
De uma existência de guerra e violência.../
A existência é feita de combates/
Vitórias e derrotas/
De alegrias e tristezas/
Mas nunca podemos esquecer/
Aquela mão que nos ajudou/
Em algum momento do passado/
E você de forma torta e sincera/
Soube carregar nos braços/
Muitos humilhados e ofendidos/
Hoje é um poeta/
Um apaixonado caminhante/
Mas amanhã.../
Quando os sinos baterem/
No alto dos templos/
Estará nos jardins do paraíso/
Defendendo os pequenos/
Que precisam de almas como você/
(Amiga Espiritual Justine)
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