terça-feira, 27 de outubro de 2015
A DAMA DO MEU JARDIM
Enquanto a noite perdurar/
Ficarei pendurado em você/
Quando os raios do sol aparecerem/
Por trás da montanha/
Desgrudarei de você/
Serei igual a uma ave noturna/
Irei te amar somente à noite/
Dormindo nos braços do dia/
Descansando nas redes da sombra/
De uma frondosa árvore/
Só vou acordar com a chegada da noite/
E nos coloridos jardins/
Sentiremos o perfume de todas as flores/
Nesse deleite amoroso/
Vamos namorar até adormecermos.../
Ao lado dos gerânios/
Brancos e vermelhos/
Cantarei a mais bela canção/
Fazendo de você/
A mais linda flor do meu jardim.../
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
O POETA E O MUNDO
Quem lê os meus poemas e contos/
Já percebeu o compromisso que tenho/
Com a liberdade do ser e da alma humana/
Jamais irei/
Aliar-me ao atraso e a ignorância/
Sou livre/
Livre vou morrer/
Não sou de ninguém/
Ninguém me pertence/
Pertenço ao mundo/
O mundo me pertence/
Se alguém me ama/
Gosta dos meus poemas/
Deixe que esse poeta/
Caminhe livremente/
Pelas estradas da vida.../
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
AGORA É VOCÊ QUEM CHORA
Nada me conforta/
Sinto muita dor no coração/
Tenho saudade de você/
Toda vez que caminho/
Entre os campos verdejantes/
Que ficam perto do lago/
De águas cristalinas.../
Lembro-me das vezes em que/
Andávamos de mãos dadas/
Observando as flores do campo.../
Como dois jovens/
Repletos de esperança/
Cheios de sonhos/
Querendo abraçar o mundo/
Achando que a felicidade/
Estava esperando por nós.../
O conforto que às vezes tenho/
Vem das lembranças/
Das nossas alegrias/
Das coisas lindas que fizemos juntos/
Em alguns momentos/
Vejo-me falando sozinha/
Rindo das nossas histórias/
Dos nossos medos/
Das vontades escondidas no coração/
Da certeza de que o mundo/
Iria nos fazer feliz/
Não posso ficar a vida inteira/
Sentindo saudades de você.../
Porque você não pode vir até aqui/
Estamos distantes.../
Separados pelo limite dos mundos/
Preciso te pedir perdão/
Não disse nada a você/
Fui embora/
Sem pensar em nada/
Perdoe-me!/
Juro que jamais/
Fugirei dos teus braços.../
No verão passado/
Fui até a cachoeira da pedra grande/
E lá.../
Com alegria no coração/
Revi imagens que vinham das águas/
Que caíam do alto da pedra/
As cenas pareciam tão reais/
Que fiquei emocionada/
Chorei até ser consolada/
Pelo beija-flor que você conhece/
O nosso grande amigo.../
Passei o dia inteiro/
Assistindo aos filmes de nossas vidas/
No final da tarde/
Precisava ir embora/
Ao me despedir do local/
A tua imagem veio/
E com ela/
O som das tuas palavras/
Que diziam.../
Você não deveria ter ido embora/
Desse mundo.../
A saudade foi profunda/
Chorei muito/
Meu coração ficou despedaçado.../
Agora é você quem chora/
Chora como eu chorei/
Longe da tua alma gêmea.../
O universo sempre dá outra chance/
Chance que não iremos desperdiçar.../
Porque o tempo não tem fim/
Sempre haverá um momento/
Para o reencontro.../
De duas almas que têm/
Uma inegável afinidade amorosa/
Assim as nossas lágrimas/
Não cairão mais/
Em nossos rostos/
Vamos viver juntos/
Como dois pássaros apaixonados/
Voando por todos os mundos do universo/
Cantando as canções mais lindas/
De todos os tempos.../
sábado, 17 de outubro de 2015
AMARGA SEDUÇÃO
Doce e diabólica sedução/
Quase sempre me leva ao chão/
Em todos os aspectos.../
Você quase sempre me faz caminhar/
Muito perto do perigo.../
Ao lado da intriga/
Sempre fui tragado ao lixão/
Sedução...! Sedução fatal...!/
Fatal porque me leva direto/
À mágica e sensual tontura/
Onde perco toda a razão.../
Às vezes imagino que a sedução/
Refere-se somente à sensualidade/
Mas vai além... Muito além.../
Atinge todas as áreas da vida/
Vida que pode ser destruída/
Marcando para sempre/
No coração e na alma.../
Com o tempo entendi/
O perigo da sedução/
Que mexe sempre com a minha emoção/
A complicação vem com a sedução/
Eterna sedução...!/
Não me faça chorar/
Por tua culpa/
Deixe-me caminhar sempre com atenção/
Não faça de mim/
Um pobre escravo das tuas artimanhas/
Deixe-me em paz!/
Pode até me acompanhar/
Caminhando ao meu lado/
Como uma sombra.../
Desde que não interfiras/
Porque quase sempre você me fere.../
Eu sei que você finge/
Com palavras enganosas/
Sofismas mirabolantes/
E no final acabo caindo nas/
Tuas loucas armadilhas/
Sedução...! Melosa Sedução...!/
Preciso viver sem você/
Necessito sentir saudade/
Quero experimentar nova vida/
Mesmo que tenha que morrer de vontade/
De mais uma vez/
Ser usado por você.../
Sedução...!/
Você sabe que sou apaixonado por você/
Vive nadando ao meu lado/
Nos limites do tempo/
Nas horas de prisão/
Por ter cometido erro/
Influenciado por você.../
Você ficou sentada/
Sem nada fazer.../
Sedução...!/
Não tenho mágoa/
Sou limpo de sentimentos escuros/
Não posso negar/
Que ao errar/
Cheguei a pensar/
Que caminhava pela estrada certa/
Depois de tudo/
Com tudo/
Somado e multiplicado/
Pouca coisa restou/
Muita coisa não prestou/
Nem mesmo para dar o que comer/
Aos urubus das montanhas negras.../
Sedução... Você mentiu!/
Fingiu que seria a minha paixão/
Para a eternidade.../
Fez de mim/
Apenas mais um.../
Colocou mel na minha boca/
Boca que você usou/
E se lambuzou.../
Nos momentos de pura ilusão/
Depois veio a desilusão.../
Ainda lembro dos teus gemidos/
Dos longos beijos.../
Das infindáveis horas de prazer.../
Promessas e promessas/
Foram feitas/
Que eu seria coroado/
No alto do poder/
Como rei.../
Na hora de assumir/
O trono prometido/
Você sumiu.../
Quando voltei a reviver/
Você veio pedir para viver/
Outra vez.../
Só que dessa vez/
Já conheço as tuas artimanhas/
Irei fugir das tuas/
Diabólicas palavras/
Porque tenho a certeza/
De que se ouvir novamente/
O som do teu palavreado/
Totalmente desenfreado/
Vou cair novamente/
Nos teus braços/
Quentes e suados/
Que seria outro abraço/
Mortal e sem saída.../
Porque você é filha do diabo/
Que sempre acabou comigo/
Desdenhou e maltratou/
Esse pobre coração.../
Estou fugindo da taça do/
Teu convidativo licor.../
Jamais irei experimentar outra vez/
Nem mesmo no altar/
Uma gota sequer/
Do líquido que sempre degustei/
Ouvindo as tuas manhas/
Que fizeram de mim/
Um triste caminhante/
terça-feira, 13 de outubro de 2015
IRRACIONAL RAZÃO
Está tudo quieto/
Nada se move/
Estou sozinho/
Na minha casinha de madeira/
A noite está um breu/
Como breu está o meu pensamento/
Olho pela pequena janela/
Percebo que lá fora/
O silêncio é total/
Total e pronto/
Para mais uma carnificina/
Praticada na oficina do mundo/
Tudo em nome de uma irracional razão/
Deixo algumas palavras/
Em protesto.../
Porque jamais concordarei/
Com a vingança oficializada/
Pelo poder do mundo.../
Resolvo sair/
Quero ouvir música/
Dançar para espantar/
Os medos que tomam conta/
Da minha alma/
Alma perseguida/
Perseguida por ser renhida/
Renhida porque questiona/
Questiona as regras impostas/
Sem combinar com os protagonistas/
De um mundo sem paz e nem amor/
Amor que conflita com teorias da lógica/
Porque sentimento não se mede/
Apenas se pratica/
Sem crítica/
Sem cobrança/
O ritual foi criado/
Pelos poderosos lá de cima/
Com apoio dos grandes/
Da amaldiçoada Terra/
Em detrimento dos pequenos/
Com insensível justificativa/
Esse macabro critério/
Não se justifica/
Fica a impressão/
Que estamos sendo jogados/
Aos leões para sermos devorados/
Para deleite dos eleitos/
Não adianta explicar/
Com falsas palavras/
Proféticos sermões/
A raça humana está a caminho/
Do holocausto/
Há milhares de anos vem/
Acontecendo para satisfação/
Das inúmeras facções/
Que dominam tudo em nossa volta/
Isso continua/
Porque não deu certo/
A matança nunca parou/
A vingança é lei vigente/
Ainda tem gente/
Que tem a coragem de dizer/
Que está tudo certo.../
Que não passa de uma grande mentira/
Mentira praticada em todos os momentos/
Enquanto isso/
Inocentes/
De todos os tamanhos/
São dizimados pelos rinocerontes/
Sem alma/
Sem coração/
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
O INFERNO E O CÉU
Entre o céu e o inferno/
Prefiro caminhar na marginal/
Olhando a briga daqueles/
Que lutam para sair do inferno/
E os que brigam para entrar no céu.../
Já foi-se o tempo em que ficava ao lado/
De algum posicionamento/
Nunca ganhei nada/
Nem por merecimento
Ou por gratidão/
Perdi muita coisa/
Por mais que o meu coração/
Sinta a necessidade de abrir/
A porta para deixar alguma ideia entrar/
A experiência indica que não vale/
Mais a pena.../
Entre o céu e o inferno/
Acho melhor/
Ficar longe de tudo/
Trilhar outras terras/
Com calma e serenidade/
Até que tudo esteja finalizado/
Porque ainda nada está claro/
Quem vai perder e/
Quem vai ganhar/
A batalha que poucos acreditam/
Num primeiro momento/
Seria natural escolher o céu/
Mas talvez fosse chato/
Ficar o tempo todo fazendo a mesma coisa/
Escolher o inferno/
Iria brigar com o diabo o tempo todo/
Ele ficaria no meio do fogo rindo/
Das desgraças dos outros/
Ou até mesmo/
Iria querer todas as mulheres em sua volta/
Enquanto eu.../
Não teria nenhuma chance/
O diabo não gosta de poeta/
Sendo assim é melhor/
Continuar caminhando na margem do rio/
Ou na marginal da principal avenida/
Observando a briga entre os dois extremos.../
Porque a raça humana não tem futuro/
Ela trabalha de todas as formas/
Para o derradeiro fim.../
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
MULHER DOS MEUS SONHOS
Mulher...!/
Linda mulher.../
Mulher dos meus sonhos.../
Mulher que me alegra/
Mulher que está dentro do meu coração/
Quando me encontrar/
Dance comigo/
Todas as musicas/
Se quiser pode até me beijar/
O poeta é do mundo/
Filho do dono do mundo/
Foi criado para viver/
Dançando aqui e ali/
Alegrando as dançarinas.../
Os poetas são seres diferentes/
Criam vida aos seus poemas/
Porque cada poema é uma vida/
Vidas e vidas já se passaram/
No coração do poeta/
Você jamais vai sair/
do meu coração.../
domingo, 4 de outubro de 2015
A OBRA EMBRIAGANTE MAGIA DA NOITE É LANÇADA
Foi lançada no último dia 4 de outubro, a obra EMBRIAGANTE MAGIA DA NOITE", do escritor, jornalista e poeta CARLOS MIGUEL TORRES.A edição é independente e será distribuída nas bibliotecas públicas, universidades, colégios, escritores, jornais, revistas, poetas e jornalistas. Referida obra tem o prefácio do jornalista e escritor CELSO MARTINS, que revela a militância comunista do poeta nos 1970, "período escuro da política brasileira".
Ele ressalta a importância da obra, dizendo que "são temas delicados e de abordagem difícil, onde pequeno resvalo nos leva a repetir preconceitos entranhados no ser humano, culturalmente construídos, mas que parecem naturais."
O poeta dedica a obra aos amantes da noite...Dançarinos das madrugadas se fim...Á linda morena...À loira sensual...As eternas dançarinas..." Tem ainda na apresentação da obra um poema de PABLO NERUDA, que diz: "De noite amada...Amarra teu coração ao meu...E que eles no sonho derrotem as trevas...Como um duplo tambor combatendo no bosque...Contra o espesso muro das folhas molhada..."
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
DELICIOSA ILUSÃO
A noite estava acabando/
Estávamos colados/
Degustando momentos intensos de prazer/
Sem nenhuma intenção de desgrudarmos/
Chovia muito.../
O frio acompanhava/
As pesadas bagas de chuva/
Que caíam no telhado da pequena casinha/
Construída ao pé da grande montanha/
Que circundava o lago de água cristalina/
A paixão estava à flor da pele/
Com a chegada da luz do sol/
Tudo iria acabar.../
Porque estávamos vivendo uma ilusão/
Teríamos que partir/
Para vivermos destinos distintos/
Distante um do outro/
Com certeza/
Jamais iríamos nos ver/
Éramos como pássaros/
Em busca de paixões roubadas/
Como todas as coisas belas/
O calor de uma grande paixão/
Também terminaria/
Da mesma maneira que nos conhecemos/
Sem nada marcado/
Ou agendado/
Apenas com troca de olhares/
A doce ilusão/
Tinha hora para ter um fim/
Como é bom/
Viver alguns momentos/
Onde o coração e a alma/
Misturam-se/
Formam uma vida/
Uma estrela/
Que depois de tudo/
Partem para o infinito.../
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