sexta-feira, 31 de maio de 2013
Tempos Errantes
Erros do passado/
Que sangram a alma/
Sangue derramado num/
Tempo em que a lei não existia/
Existia somente a lei do mais forte/
Alma sacrificada/
Sem saber o certo e o errado/
Dor da alma/
Dos erros cometidos/
Num momento de um tempo/
Que a ignorância imperava/
Ninguém cobrava/
Quem podia matar/
Matava a sangue frio/
Crianças e mulheres/
Eram violentadas/
Idosos eram atados/
E mortos sem nenhuma piedade/
Hoje a cobrança chegou/
Boleto com data de vencimento/
A lei está presente/
E os viventes não sabem o que fazer/
Porque agora tem lei para tudo/
Até mesmo para viver
segunda-feira, 27 de maio de 2013
A Montanha Mais Alta do Mundo
Não pergunte para onde vou/
Vou viver no alto de uma montanha/
A mais alta do mundo.../
Ver o Condor voando ao meu lado/
Caminhar entre as nuvens/
Conversar com as estrelas.../
Nas longas noites de lua cheia/
Vou namorar a Lua/
A minha eterna amante.../
Quero dormir numa cama vazia/
Ouvir o forte uivado do vento/
Batendo na janela do meu quarto/
Da montanha mais alta do mundo.../
Quero sonhar com os meus fantasmas amorosos/
Que ficaram perdidos no tempo.../
Da montanha mais alta do mundo/
Quero morar numa casinha branca/
Com janelas verde/
E uma grande varanda/
Ao lado de um caudaloso riacho.../
Nos dias de sol/
Quero me esquentar e/
Observar a ampla planície/
Que adormece nos pés da montanha.../
Se um dia sentir saudade de mim/
Adormeça e sonhe comigo/
Estarei esperando por você na/
Mais alta montanha do mundo.../
Quando eu sentir saudade do mundo/
Quero ser uma andorinha/
Voando por todos os lugares
Que marcaram a minha vida de boêmio.../
Depois da visita/
Com lágrimas nos olhos/
Voltarei batendo as asas/
Para a montanha mais alta do mundo.../
terça-feira, 21 de maio de 2013
A Poeira Cinzenta da Morte
Olho ao longe e vejo/
A poeira cinzenta do tempo/
Irmã da morte/
Imagens que vão desaparecendo/
Fugindo dos meus olhos/
Ao lado da distancia/
Fico triste/
Não consigo caminhar/
Estou preso na saudade/
A morte vem ao meu encontro/
Caminhamos lentamente/
Rumo ao cemitério/
A poeira cinzenta da morte/
Deixa o meu corpo gelado/
Duro como uma pedra/
Nada é eterno/
Somente a saudade persiste/
No coração do poeta...
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Os Olhos do Tempo
Eu conheço todas as noites do tempo/
Até mesmo aquela quando/
Maria Madalena foi ao encontro do Mestre/
Declarando amor eterno/
A minha alma foi criada quando a/
Noite apareceu pela primeira vez/
Nesse tempo/
Nada existia.../
Somente a solidão/
Foi a minha companheira/
Vivi com os dinossauros/
Também os vi morrer/
Quando a terra foi bombardeada/
Por milhares de meteoritos/
Vindos do infinito/
Eu conheço a lua/
Desde a primeira vez que iluminou o mundo/
A minha alma/
Sempre se acalma quando a luz da/
Lua ilumina os recantos mais/
Escondidos dela/
Eu conheço o velho mundo/
Desde a época do nascimento do homem/
Quando ele vivia nas cavernas/
E se alimentava comendo carne crua/
De animais selvagens/
Participei de todas as guerras/
As justas e as injustas/
Dos grandes descobrimentos/
Que ajudaram o homem na sua história/
No renascimento e no iluminismo/
Levantei a bandeira da liberdade/
Nos momentos sangrentos das/
Grandes revoluções/
Fui perseguido até o final dos tempos
Isso porque a minha alma/
Nasceu na profundidade da noite/
Na escuridão das sombras/
Acendendendo a lamparina/
Que iluminou os caminhos dos guerreiros/
Quando as estrelas nasceram/
Eu estava lá para testemunhar/
Quando os planetas surgiram no universo/
Participei do batismo de cada um deles/
Vi o sol lançar os primeiros raios sobre a terra/
Clareando os buracos negros/
Contei os inúmeros meteoritos que caíram/
No planeta dos homens/
Caminhei ao lado dos grandes mestres/
Vi os pintores renascentistas pintarem os/
Quadros mais belos do mundo/
Naveguei em todos os mares/
Escutei as músicas clássicas/
Que foram compostas pelos gênios musicais/
Deixei a minha marca nas areias/
Das distantes praias/
Que até hoje encantam as almas/
Mais sensíveis
Fui testemunha dos crimes/
Mais hediondos/
Praticados contra os inocentes/
Chorei copiosamente/
Quando o Mestre foi golpeado/
Por uma lança romana/
Nao acreditei em ver Jesus/
Filho do Pai Eterno/
Ser cruficado na cruz/
Nao suportei em ver as crianças/
Serem mortas pelos nazistas/
Nos fornos assassinos/
Gritei ruidosamente/
Quando o cogumelo amarelo/
Queimou os pequenos anjos/
De olhos meigos e serenos/
Eu vi a raça humana nascer/
Matar violentamente/
Crianças e idosos/
Acompanhei o crescimento de cada homem/
Em todos os continentes/
Estava junto quando Cabral descobriu o Brasil/
Fui com o homem na lua/
E lá fiquei por muito tempo/
Fiz juras de amor a ela/
Não sou filho do homem/
Quem sabe um aventureiro/
Talvez nao seja nada/
Talvez seja um curioso/
Quem sabe um metido/
Que viu tudo/
Não decidiu nada/
Isso porque sou sim/
Apenas.../
O tempo que se eterniza/
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